
O carnaval está chegando! Para a alegria de milhões de foliões por todo o país (e também para a tristeza de muitos que têm aversão à festa) vai começar o período em que a mulherada anda pelas ruas com a polpa das bundas de fora; daquela espuminha do Satanás ser violentamente espirrada em nossos olhos; da criançada correndo desesperada atrás da outra, como bois na savana, no intuito de fazer o coleguinha comer o confete na marra; entre outras situações próprias da "festa da carne", que de forma geral propicia um grande desconforto ao poder público.
Para começo de conversa, nessa época, a força policial tem que ser severamente reforçada, senão a cachaça e afins põem o povo a perder dentre pelotes de socos e pontapés. Também há a necessidade de ter um corpo de servidores públicos, os serviçais, a postos e bem dispostos, a menos que não se incomodem em "pular carnaval" no meio de lixos de tudo quanto é tipo, os quais variam de absorventes sujos a sofás velhos. Os gastos com enfeites, bandas etc são quase que surreais, pois, com razão, exigimos uma festividade à altura do povo. O problema, então, parte de nós mesmos, visto que, como membros da massa que somos, devemos saber que se sujamos, obrigatoriamente deveríamos limpar. Contudo, infelizmente não é isso que acontece. Logo, nestes termos, venho para tecer este comentário em caráter de reclamação.
Não mais que 2 anos atrás, no carnaval, passando pela praça da matriz, olhei para baixo, onde hoje é o supermercado do Wanderley, e lá de cima avistei uma moça de cócoras. Bom, pensei: "Ah, a coitada deve estar passando mal. Vou ajudá-la." Caí na besteira de descer a escadinha que dá acesso ao lugar. Ao me avistar, arregalou os olhos por detrás do automóvel em que ela se encontrava e gritou à amiga que a vigiava de longe:
_ "Nossa! Ai, desculpas, Servero! Não vai pôr isso no jornal, tá?"
Eu fiquei meio sem entender a razão daquele espanto todo, até que notei que, ao se levantar, também levantou a calcinha e aquela saia mais curta que a sua própria vergonha. Em suma, reparei que ela estava URINANDO ali mesmo. Aliás, seria difícil não saber a razão daquela posição, porque em poucos instantes senti o mijo "caminhando" por entre os meus sapatos. E o pior, me chamou de Servero!
Agora, em média de 2 anos depois, lendo uma reportagem no site da Globo, vejo que ainda enfrentamos problemas como esse. Uns vagabundos dispensam o banheiro químico a 3 segundos de distância, digamos assim, para urinar na via pública. Ah, porra! Isso é o fim da picada! E outra, pessoas decentes passam pelas calçadas a todo momento. Ninguém é obrigado a ver xanas e pintos quando não entenderem por bem avistá-los, porra! Sem falar no fedor desgraçado que fica. O vão do clube daqui de Camanducaia é o exemplo mais elucidativo dessa situação. Não sei como a Sandra Regina Rosa e demais moradores dali já não tomaram atitudes drásticas para coibir esse tipo de ação.
Então, quero deixar aqui o meu protesto contra esses vagabundos e biscates que não têm vergonha na cara e mijam em qualquer canto, sobretudo em público. O Município, Estado e seja lá quem for, já têm muito o que fazer no carnaval, logo, não têm a obrigação de ficar limpando as suas sujeiras pessoais! Se você foi criado no chiqueiro, seu canalha e sua quenga, tranque-se nele e se abstenha de viver em sociedade.
Ah, e já ressalto que se neste carnaval eu vir alguém mijando aqui na porta de casa ou ao derredor do meu bairro, não hesitarei em pegar uma tesoura de jardineiro, bem afiada, e decepar o pinto do desgraçado que de certo tem incontinência urinária. E do mesmo modo, se eu avistar uma vadia mijando feito uma vaca nos mesmos lugares supracitados, vou emprestar as agulhas de tricô da minha tia e costurar as xavascas com linha de anzol. Estou avisando, heim!?
Para ler a reportagem que deu ensejo ao comentário em tela, clique no link a seguir: http://oglobo.globo.com/
Enfim, essa é a minha opinião. Se gostou, gostou. Se não gostou, encha uma piscina de mijo e coloque ao lado da sua cama. No calor, dê uns mergulhos caprichados. No frio, quando a urina já estiver com aquela nata verde, fique sentindo o cheirinho gostoso que vai emanar disso tudo, assim como esses mijões que não têm banheiro em casa obrigam os transeuntes a sentirem por onde passam.
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