
É com muita alegria que retorno a esta série já bastante comentada para que, ainda que de forma ínfima, juntos, possamos dar publicidade aos fatos que muitas vezes às escondidas ocorrem em nosso meio. Talvez em decorrência da dimensão das nossas terras, as que nos colocam nos primeiros lugares entre os demais municípios mineiros em matéria territorial, os Poderes Executivo e Legislativo locais se atrapalhem um pouco no que diz respeito às suas ações em prol da população.
Como muito bem se sabe, não há progresso sem educação. Logo, não há educação sem bons educadores. Fato. Contudo, a título de profissão, aqueles que se dipõem a ensinar já não têm mais o mesmo vigor que obtinham em outrora. Assim que saíam pelas manhãs rumo aos seus ofícios, os que então eram considerados mestres, e tratados como tal, organizavam um organograma do dia em suas pautas que era criteriosamente cumprido, somado ao incentivo mensal do recebimento de salário justo e digno.
Pois bem. À medida que o tempo foi passando, o que era para ir avante, retrocedeu. O que vemos pelas escolas afora é o mais puro despreparo familiar refletido na mais estúpida falta de educação dos seus alunos. Aquela imagem de líder que muitas vezes impunha respeito ao corpo docente das instituições definitivamente já não existe mais, ao passo que muitos professores também não se preocupam mais em se dar ao respeito. Ressalte-se que, ao se lembrarem dos seus holerites no final do mês, concluem que nenhum empenho a mais faz por merecer.
O fato, senhores, é que os nossos professores estão sendo tratados como gados de corte para o fim de abate. Principalmente os da rede pública, saem das suas casas sem a menor motivação para a realização dos seus trabalhos para APANHAR de verdadeiros animais que sobre as carteiras estão à sua espera.
Nossos educadores, não tenhamos dúvidas, estão sendo medidos a peso de merda! Um idiota qualquer aí, não me lembro do nome, disse que professor e sal seriam a mesma coisa, pois existiam em qualquer lugar e seriam baratos. Ué, se ele foi criado no cocho, o que podemos fazer? Para quem foi criado à base de sal como ele e a sua mãe, emana a razão do menosprezo a quem tanto merece atenção e respeito como é o caso dos professores brasileiros.
Portanto, à luz das milhares de reclamações que já ouvi a respeito, agora estendendo aos membros dessa classe que compõem a nossa rede municipal, peço, encarecidamente, que o senhor prefeito Celio Santos Célio Santos, líder político que está a frente da prefeitura há quase 8 anos, trouxesse para uma das suas prioridades a questão salarial desses professores. Que o problema salarial do discente é nacional eu sei, porém, peço que tente auxiliar os daqui, ofertando-lhes salários mais justos para que possam ter vidas mais dignas. Ou, pelo menos, que programe melhorias nesse sentido o quanto antes no decorrer dos seus atos como prefeito nesse tempo que ainda lhe resta.
Peço, à mesma forma, a atenção do nosso querido e competentíssimo vereador Edmar Dias na incorporação dessa reivindicação nada mais do que legítima. Filho de professora como é, mais do que ninguém sabe da importância de uma equilibrada remuneração a esses exímios seres humanos que, enquanto deveriam estar executando os seus afazeres com prazer, fazem-no por obrigação sob péssimas condições salariais.
Sendo assim, termino aqui vociferando em nome desses diários gladiadores que, como diz o ditado, “matam um leão por dia”. Nesse caso em tela, tentam amansar 20, 30 ou até 40 “cavalos” dentro de uma pequena sala de aula, também por dia. (Salvando exceções, é claro!)
Valorizemos o professor a contento das suas necessidades, em que pese a sua imprescindível função como formador de opinião e de caráter entremeio à sociedade. Sem eles, compreendam, estaríamos, estamos e estaremos DESGRAÇADOS!
Enfim, essa é a minha opinião. Se gostou, gostou. Se não gostou, arranje uma armadura medieval e vai dar aulas a muitos pré-marginais (salvando exceções!) a troco de remunerações miseráveis!
OBS: Se você quiser que a série "PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO" continue, manifeste-se abaixo, inclusive sugerindo temas.
Aqui você manda. Aqui você tem voz.
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