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terça-feira, 10 de maio de 2011

A SAGA DA CNH

(TEMA ABORDADO: EXAMES DE DIREÇÃO VEICULAR)


Para muitos, até a chegada da glória, o endereço do terror. Para outros, aos que logram êxito logo de cara, o começo de uma nova vida adquirida, a qual, se não for levada a sério, subtrai outras de quem não têm “nada a ver com o peixe”, como diz o ditado.
Bom, você deve estar se perguntando: o que será isso? É simples! Refiro-me à rua Artur Luponi situada no centro da nossa querida Camanducaia. Nesse tão temido logradouro, por conseguinte, de uns tempos para cá, ocorrem os exames de direção veicular, avaliações que na nossa região até então eram realizadas em Extrema.
Muitas vezes com direito a uma numerosa plateia, dentre ela candidatos e curiosos, espetáculos do mundo real acontecem às quartas-feiras. Às vistas da Rosa, do Ditão e família que com olhares atentos (de cima da sacada!) observam os que pelejam, uma série de fatores emanam de toda aquela tensão ali instaurada. Em virtude de reprovações, personagens principais dessa saga saem cabisbaixos dos automóveis cujos movimentos eram somente o que lhes interessavam. Em razão de aprovações, no entanto, os bem sucedidos “voam” dos carros para fora e, dependendo do grau da emoção, só faltam agarrar o avaliador por tanto contentamento. A todo o momento, então, persegue-se a expectativa de portar a mais cobiçada de todas as autorizações, isto é, a famosa CARTEIRA NACIONAL DE HABILITAÇÃO.
Com caráter de liberdade, a CNH proporciona aos aprovados e, portanto, habilitados, uma sensação de poderio que automaticamente confere ao indivíduo uma responsabilidade social descomunal, sobretudo pelo fato de que dirigir é zelar por si e pelos outros. Contudo, infelizmente, essa incumbência não habita a consciência de todos, por isso nos deparamos com tantos acidentes automobilísticos por todos os lados.
De qualquer modo, partindo daqueles que já ouviram a frase “Parabéns, você foi aprovado!” proferida pelo agente da lei há muitos anos até aos ouvintes de hoje que tremem na Artur Luponi, ou seja, todos nós de forma geral, devemos ter a percepção de que fomos autorizados a lidar com vidas, encargo este que os deslumbrantes examinadores nos atribuem na homologação final.
Vejamos que, analisados pelo esplendoroso grupo de policiais civis composto pelo senhor delegado Rogério e senhores Luciano, Dante e Maurício, Camanducaia só tem a agradecer por tamanho empenho de todos. Vê-se neles, a olho nu, o compromisso de conduzir da melhor maneira possível a integridade dos cidadãos locais, seja dos motoristas em formação, seja dos transeuntes. Havemos de ressaltar, também, o enorme desempenho dos nossos professores das auto-escolas, além de serem verdadeiros artistas que “fazem arte” sobre rodas e ensinam de verdade quem se quer nunca tocou em um volante.
Assim sendo, outorgo meus cumprimentos e satisfações ao meu ex-professor Rafael Amaral, uma vez que teve mais paciência que Jó para me transformar em um habilitado. Todavia, concedo igualmente meus elogios aos integrantes das DUAS auto-escolas (dos dois Carlões), visto que ambos, por meio dos seus funcionários e afins, vêm cumprindo um excelente papel em nosso Município. Ressaltemos que todos esses senhores envolvidos nessa seara tranquilizam a sociedade por atuarem com precisão, cautela e competência em seus ofícios.
À Rosa, enfim, nossa fiel escudeira lá de cima da sua varanda, na qualidade de alunos que fomos ou que agora somos, nossa gratidão pela torcida. Por pessoas bem intencionadas como ela, e pelo nosso próprio bem, almejemos vindouros e contínuos “espetáculos” frutíferos semana após semana, a fim de que nos policiemos cada dia mais acerca da responsabilização a que fomos submetidos, ora com a CNH em mãos.

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