Muito se comentou acerca de um vídeo que veiculou pela mídia internacional e que “bombou” na internet há pouco tempo. Um garoto aparentemente gordo revida a agressão sofrida por outro molecote que, praticamente à sua mesma altura, diferençava-se no peso que devia ser uns 40 quilos a menos que os da sua vítima. Digamos que foi um clássico duelo entre “o gordo e o magro” que mobilizou os continentes - como se todos desconhecessem os atos provenientes das crianças nas escolas, inclusive em suas próprias casas. Comentários de especialistas do comportamento juvenil e até documentários específicos emanaram dessa concisa encrenca entre os dois garotos que se findou assim que o gordinho socou o magrinho no chão como se fosse um saco de batatas. Os holofotes jornalísticos, como um Tsunami de informações, voltaram-se para o caso típico de selvageria nos centros educacionais de todo o planeta. Daí, então, reapareceu a palavrinha “bullying”, denominação estrangeira que acharam para batizar a mais pura falta de civilidade daqueles que não sabem se portar decentemente entremeio às outras pessoas. Em anos remotos (nem tão remotos assim!) os princípios eram outros e o “berço” era valorizado. Enquanto hoje muitos vão às baladas ainda na infância e outras até engravidam aos 13 anos, por exemplo, em outras épocas os bons costumes eram pregados pelos verdadeiros Pais (com P maiúsculo!) que tinham em seus bojos o compromisso de criar bem a sua prole. Almejava-se a boa conduta para os descendentes, ao passo que a educação era exigida em qualquer situação. “Sim senhora”, “obrigado”, “por favor”, “com licença” , entre outras palavras mais, eram expressões pétreas nos vocabulários dos que desfrutavam de um sólido alicerce familiar. No entanto, atualmente, lamentavelmente, notamos que estas têm se escasseado dia a dia. Os conceitos básicos de família estão à mercê da mídia devastadora que, à luz de Big Brother’s e afins, estão fazendo da população mundial, especificamente a brasileira, vulnerável a inculturas constantes que posteriormente são traduzidas ao ócio originário das mais diversas modalidades de agressão. O respeito, dignidade e convivência em comunidade são atributos infringidos a cada segundo por quase todos, os quais deveriam dar o exemplo. Agora, quem são eles para exigir decência daqueles que os observam? “Bullying”, enfim, é fruto da falta de vergonha na cara desses pais que põem filhos no mundo sem as devidas observações que devem reger as vidas de cidadãos de bem. Aliás, ressaltemos que muitas crianças nem sabem o mal que estão causando às outras devido à podridão absorvida no aprendizado cotidiano. Contudo, o período das palmatórias já foi. Doravante alvorece uma nova era dos diálogos e das louváveis lições. Façamos das crianças, então, o espelho das nossas ações e exijamos delas o que aprenderam dentro dos nossos lares. Só assim chegaremos a um consenso social em que o Brasil e a humanidade em geral poderão contemplar a paz que todos nós almejamos, onde o “bullying” e outras atrocidades mais passem a pertencer somente aos vernáculos gringos.
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1 comentários:
Texto muito bem redigido. Infelizmente o Bullying tem invadido escolas e atrapalhado futuro de muitos meninos. A criança cresce complexada com seu defeito físico. Afeta a moral. A auto-estima lá embaixo. Cabe a cada cidadão ético barrar esse tipo de humor negro, para que essas crianças vivam tranquilamente.
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