(TEMA ABORDADO: MEDO)A televisão nos estimula a um novo conceito de segurança. As programações nos direcionam ao exílio domiciliar que, às nossas próprias casas, ficamos presos em nome da imensa bandidagem que aflige o nosso cotidiano. O medo, sentimento mesquinho e covarde, toma conta das pessoas em detrimento da paz que em outrora era mais fácil de ser contemplada entre a população de forma geral.Por outro lado, antigamente, tudo era razão para se ter medo. Portanto, em outras ocasiões essa sensação aterrorizadora tinha outras concepções mais abstratas a começar pelas imaginárias assombrações até aos “homens do saco”, os quais eram constantemente lembrados quando os pais queriam impor disciplina aos seus filhos nos momentos de birra. A imagem do demônio também era o ápice do terror, uma vez que no decorrer da história muitas pessoas se limitavam a determinadas atividades para se prevenirem do encontro pós-morte com um suposto bicho feio, rabudo, chifrudo e com trigarfo nas mãos.Hoje, com os pés mais no chão pelo fato do avanço das ciências, não somos mais instigados às ludibriações com aquilo que efetivamente não existe. Porém, essa timidez insana ainda predomina sobre aqueles que compõem a maioria da sociedade. A covardia é a responsável por isso, pois é a maior parceira do medo. Então é correto afirmar que quem tem medo não é digno de louvores, até porque o medroso não passa de um mero infeliz incapaz de enfrentar os problemas que a vida o apresenta.O certo é agirmos com vigor. Se encontrarmos com bandidos e se com eles vier um provável medo, que transformemos esse sentimento na fé de que sempre haverá alguém para exterminá-los. Se encontrarmos com o demônio o enfrentemos corajosamente solicitando a defesa de Deus, o maior Ser de todos que não hesitará em nos ajudar. Se nos depararmos com uma doença não nos arquemos diante dela. Nunca esqueçamos de que estamos no mundo só de passagem e, se eventualmente não vencermos tal enfermidade, lembremos de que cumprimos a nossa sina terrena absolutamente em companhia da coragem. Se encontrarmos com uma dor a comparemos com a que Cristo passou no calvário, aí no exato momento ergamos as nossas cabeças para que a todo tempo ajamos com valentia. Se um dia nos surgirem situações que nos levem ao abalo psicológico chamado medo, jamais nos esqueçamos de que só sente medo quem é um pobre coitado, ou seja, aquele que não faz por merecer para estar convivendo em comunidade.O medo, por fim, mesmo sendo uma emoção natural no ser humano, não passa de um fracasso descomunal exclusivo dos menos capacitados que retrata tudo aquilo advindo das relações mais desagradáveis efetuadas somente pelos que são inábeis à dedicação à perseverança nas suas manifestações.Os fóbicos que me perdoem, mas ter medo, de QUALQUER COISA neste mundo, é ter consigo a falta de inteligência. Bem dizia Lucius C. Lactantius: “Onde o medo está presente, a sabedoria não consegue estar.”
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MEDROSOS EM AÇÃO!
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