
Nos gramados da vida, portanto, encontramos adversários decididos a nos derrotar no intuito de subirem ao pódio às custas das nossas derrotas; existem também as faltas que nos incomodam, prejudicam e machucam em graus exorbitantes, sem contar com os golpes ilegais e palavrões de baixo calão que às vezes ferem muito mais que chutes nas canelas. No entanto, felizmente, existem na mesma proporção as regras que são estabelecidas pelo grande árbitro, o qual possui várias vertentes de “caráter profissional” multifacetadas, que nos vigia e avalia em todo o tempo prestes a “convocar” o melhor de todos para compor o Seu time particular que mantém lá no céu.
Em face dessa realidade não é difícil de se constatar que a “convocação” que presenciamos há poucos dias, apesar de dolorida para nós, foi apenas um chamado do Pai para que o nosso pequeno e exemplar jogador se tornasse titular na seleção celestial. Entremeio aos anjos que exalam singeleza pelas suas cristalinas ações estava o lugar reservado para que o estimado FELIPE CESAR TOMAZ OLIVEIRA alegrasse a escala das melhores almas junto às que já se foram daqui, assim como ele jamais deixou de fazer no período em que esteve entre nós envaidecendo os seus familiares e amigos.
À luz de sua inofensiva e ligeira passagem por nós, FELIPE nos encaminhou à chance de enxergarmos a limpidez transparecida na aura branca de uma verdadeira criança abençoada. Do mesmo modo, como os gols que marcou nas suas atuações como adepto aos referidos jogos, nunca deixou a tristeza o abater fazendo com que a sua alegria intrínseca contagiasse o ambiente em que se instalava. Ágil como as bolas que chutava e como a sua própria vida, aos sorrisos e muito feliz, FELIPE foi hábil o suficiente e se mostrou merecedor de integrar o grupo dos mais puros. Então, Deus, agora no encargo de “olheiro”, assim o fez “convocando” o FELIPE para o mais cobiçado “rol de atletas” já existente na face do Universo, para junto de Si, exatamente como fazem os informadores internacionais quando levam os nossos profissionais futebolísticos para o exterior.
Esse distinto e adorável garoto, por fim, na amplidão da sua vitalidade e no gozo da sua infância, semelhantemente ao que acontecerá com este ano daqui a alguns dias, nos deixou para desfrutar do bom e do mais sublime à companhia d’Aquele que nos criou, que o “convocou” e que nos “convocará” quando menos esperarmos. Com bastante esperança, hoje, cabe a nós orarmos pelo espírito do saudoso FELIPE munidos das suas melhores recordações, para que, quando chegar a nossa hora, também possamos partir na expectativa de que um dia o encontraremos de novo sob as bênçãos e contemplações que o grandioso Juiz nos disponibilizará no decorrer da eternidade.
Querido FELIPE, para nós você foi, é e sempre será UM VERDADEIRO GOL DE PLACA!





